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terça-feira, 17 de maio de 2011

Rick Genest

Canadense de 25 anos, crescido no subúrbio de Montreal, conquistou fama com as suas tatuagens e exibições de freak show/horror show. Conhecido também como Zombie Boy, conheça Rick Genest.



A família conta que Rick, em respeito a seus pais, esperou até os 16 anos para fazer a sua primeira tatuagem. E aos 17, saiu de casa, após se formar no colegial.
Aos 21 anos, Rick conheceu o artista Frank Lewis e com ele, planejou todas as suas tatuagens que foram feitas em três anos. Seu corpo representa um cadáver em decoposição e é também uma homenagem a todos os filmes de terror, gênero favorito de Rick.
Além das tatuagens, o Zombie Boy faz demonstrações de freak/horror show. Aqueles caras que deitam em camas de prego, sabe?


Em uma fan page criada para ele no Facebook, Rick conquistou 1.516.145 fãs. Foi graças a essa página que ele conseguiu participar do clipe 'Born This Way' da Lady Gaga e se tornar o garoto propaganda da coleção masculina de inverno da marca Mugler.

Rick no clipe 'Born This Way'


Fotos da campanha da Mugler
Clique aqui para ver a campanha da Mugler e aqui para assistir ao clipe 'Born This Way' da Lady Gaga.

Rick está aí como uma prova de que o preconceito vem diminuindo gradativamente. Há alguns anos, um cara como ele nunca conseguiria os trabalhos que ele conseguiu, sendo que, hoje, ele os conquistou em função de suas tatuagens e seu jeito tão único e inspirador.

• Links:
Site Oficial.: rickgenest.com
Facebook: facebook.com/Rick-Genest
Twitter: twitter.com/ricothezombie

** Créditos e Fontes em O Blog.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Entendendo o Lado Empresarial

Se você jogar na barra de search do google as palavras "tatuagem" e "empresa" verá sempre um conflito, que empresas não podem deixar de admitir pessoas tatuadas e com piercings. Porém nunca procuraram entender o lado das empresas. Por que elas não admitem? Por preconceito delas? Não! Pelo preconceito de seus clientes, que somos nós ._.


Não tem justificativa uma empresa deixar de contratar um profissional excelente que lhe renderá muito lucro por um motivo que se resumiriá em um simples desenho no corpo, ou um objeto metálico em uma sombrancelha.
Somos incertos nos nossos conceitos. Conheço um amigo que tem várias tatugens e usa brinco, e na época estavamos para nos alistarmos no gloriosíssimo exército brasileiro, porém ele não passou por causa das tatuagens e não passei por causa do brinco. Enfim, ele ficou super feliz porque não passou (e eu também, lóóógico :D), mas não parou para pensar que não foi aceito porque era tatuado. Ah, justificando: o soldado na hora tinha pedido a gentileza que quem tivesse tatuagem, brinco, piercing ficasse separado em um canto, logo todos foram dispensados. Se essa situação que ele passou fosse em alguma empresa, ele se morderia, esbravejaria, chutaria vasos, xingaria o dono daquela joça e espancaria um guarda, mas o preconceito o salvou do amargo serviço militar e isso o conteve tanto que nem parou para pensar que foi pré conceituado.


Hoje é fato que o foco da empresa é totalmente o cliente, ela é apenas o reflexo do que nós exigimos. E se há preconceito é porque nós ainda não o tiramos da nossa cultura.
Deveriamos fazer um teste, pegar dois caras vestidos de terno, de uma ótima grife e colocá-los como representantes comerciais de uma empresa. A diferença é que um seria tatuado e usaria cabelo rasta e o outro não teria tatuagem e seu cabelo teria um corte normal com gel. Qual dos dois teria uma aceitação maior pelo seu cliente quando fossem apresentar o serviço da empresa em que trabalham?...

terça-feira, 10 de maio de 2011

A Marginalização da Tatuagem

Fazer uma tatuagem é uma decisão que deve ser pensada bem mais de duas vezes não apenas porque é algo que iremos carregar conosco para o resto de nossas vidas, mas também por causa do preconceito e o desconforto que vem junto com ele.
Mas, afinal de contas, se tantas pessoas tem tatuagens e tantas outras as vêm como uma forma de arte e inspiração, por que o número de pessoas que não aprova essa prática parece ser sempre maior?

Acontece que lá na Idade Média, a tatuagem foi banida pela Igreja Católica, proibida pelo Papa em 787 na Europa. Era considerada pela Igreja, uma pratica demoníaca de vandalismo do próprio corpo, o templo do Espírito Santo.
Pra ajudar, em 1879 na Inglaterra, a tatuagem foi adotada como forma de identificação de criminosos, daí vem a conotação de fora da lei com a qual estamos acostumados.
Após a popularização da tatuagem entre os marinheiros com o capitão James Cook, os moradores dos "guetos" e periferias tiveram acesso a esse arte levando-a para as taverna e prostíbulos. Além disso, a tatuagem também foi usada em apresentações circenses.
E no Brasil, como mencionamos no post sobre o Lucky Tattoo, quando ele abriu seu primeiro estúdio, foi na área de bohemia e prostituição de Santos, o que só deu forças para a imagem de "arte marginal".
Ou seja, vários fatores históricos contribuem para que exista o preconceito que somos obrigados a enfrentar hoje.

Mas com o a chegada do século XXI e o fácil acesso as informações, presenciamos várias mudanças no comportamento da sociedade, quebras de tabus e o aumento da diversidade cultural, e assim, a maior aceitação da liberdade de expressão e diferentes formas de arte, inclusive a tatuagem, que está voltando a ser uma arte também da alta sociedade, até de ídolos modernos, e não somente das classes mais baixas. Retorna as suas origens, tornando-se novamente uma maneira de marcar a vida e a personalidade dos homens.

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Veja o post sobre a origem da tatuagem clicando aqui.

Thanks to Gui Santos e Rapha Xavier, do Tribo dos Skatistas, que me mandaram um artigo LEENDO sobre o preconceito com a tatuagem.

**Outros créditos e fontes em O Blog.